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Real Valorizado e Emprego em Santa Catarina

09/08/2011

Três artigos publicados no Valor Econômico de 09.08.2011 mostram os efeitos do Real valorizado sobre a indústria de Santa Catarina e seus reflexos óbvios sobre o nível de emprego. O texto confirma o que tenho ouvido em sala de aula quando leciono no estado.

O artigo Exportadores de SC se tornam importadores de produtos acabados“, link aqui inicia afirmando que “Tradicionais setores exportadores de Santa Catarina -indústria têxtil, vestuário, moveleira e cerâmica – sentiram o impacto da retração das vendas para o exterior. A necessidade de manter o faturamento, em um cenário de desvantagem para a produção no Brasil, levou empresas desses segmentos a inverter o papel no comércio exterior: de exportadoras, as indústrias catarinenses se tornaram importadoras de produtos acabados.”

Sobre emprego, afirma: “Em Blumenau,(…), as empresas fecharam o mês de junho com déficit de geração de empregos. Segundo Ulrich Kuhn, presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau (Sintex), o número de empregados teve uma retração de 300 postos, na comparação com maio.”

E conclui: “Um indicador de emprego, segundo Kuhn, é a oferta de profissionais no mercado.Se em meados de 2010 era difícil conseguir profissionais experientes disponíveis para a contratação, hoje já há gente na praça. As facções, empresas que realizam grande parte do trabalho de costura para as fábricas da região, já demonstram desaquecimento e começam a dispensar trabalhadores.”

Em “Setor têxtil já prevê queda do emprego”, link aqui, o futuro preocupa: “A fabricante de itens de cama, mesa e banho Teka, de Blumenau, mantém um departamento de “outsourcing” desde 2006. (…). Hoje, cerca de 20% da produção vem de fora, mas há o interesse em expandir para 30%. (…) Ninguém descobriu nenhuma estratégia nova, mas em função do dólar fraco ficou muito interessante importar.” E conclui: “A Teka mantém cerca de 3,9 mil funcionários diretos trabalhando em dois turnos. Em 2009, chegou a operar em três turnos. “A importação é um caminho sem volta. Não tem mais como segurar esta onda”, define.”

A terceira matéria, “Cerâmica dobra volume de compras no exterior“, trata de cerâmica e móveis. Segundo o artigo, “O aumento do volume de compras pela indústria no exterior já se reflete no nível de emprego da região sul catarinense que abriga a maior parte das indústrias de cerâmica.” O parágrafo final não deixa dúvidas sobre os efeitos cambiais ao afirmar que “Com o dólar desvalorizado, muitas indústrias estão realmente importando produtos para completar seu mix com linhas mais competitivas, diz o presidente do Sindicato das Industrias de Construção e do Mobiliário de São Bento do Sul (Sindusmobil), Daniel Lutz.”

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